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05/12/2022 às 09h41min - Atualizada em 05/12/2022 às 09h41min

Empresário baleado com tiro de fuzil pela PM morre em Arapiraca

Marcelo Barbosa Leite chegou a ser transferido da Santa Casa de Maceió para a UTI do Hospital Beneficência Portuguesa do Mirante, em São Paulo, em estado gravíssimo na última quarta-feira (30).

g1

Morreu o empresário Marcelo Barbosa Leite, de 31 anos, que foi ferido por um tiro de fuzil durante uma abordagem da Polícia Militar em Arapiraca. A informação foi divulgada pela família do empresário na manhã desta segunda-feira (5).

Marcelo estava internado na UTI do Hospital Beneficência Portuguesa do Mirante, em 
São Paulo, em estado gravíssimo, desde a última quarta-feira (30), quando foi transferido da Santa Casa de Maceió.

De acordo com amigos da família, o velório de Marcelo Barbosa Leite e o enterro devem acontecer em Arapiraca, mas ainda não há informações sobre quando o corpo do empresário chega em Alagoas.


O empresário foi baleado enquanto dirigia na AL-220 na madrugada do dia 14 de novembro. Ele passou por uma viatura da Polícia Militar em alta velocidade e houve uma perseguição. A Polícia Militar alega que o empresário estava armado e apontou a arma para os PMs, que revidaram com o disparo. A família de Marcelo contesta a versão da PM e diz que a arma foi implantada pelos policiais no carro do empresário para justificar os disparos contra ele, que sequer possuiu arma de fogo. Ainda segundo parentes, o empresário perdeu um rim,o baço e parte do intestino. Na Santa Casa, Marcelo teve um choque séptico na sexta-feira (25), além de outras complicações. O estado de saúde dele se agravou e os médicos detectaram um sangramento interno.

 

Justiça determina reconstituição; Polícia Científica quer mais prazo.



O juiz Rômulo Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de Arapiraca, atendeu o pedido do Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e determinou que seja realizada a reprodução simulada da ação policial. O magistrado dá prazo de 20 dias para que a reconstituição seja feita, a contar da data da publicação, o que ocorreu no dia 16.

A Polícia Civil nomeou uma comissão formada pelos delegados Sidney Tenório, Cayo Rodrigues e Filipe Caldas para investigar o caso.

Em contato com o 
g1, o delegado Sidney Tenório disse que a Polícia Científica solicitou à Justiça um novo prazo para que seja feita a reconstituição porque, até o momento, existe apenas a versão dos militares envolvidos.

O delegado informou que testemunhas foram ouvidas de forma presencial, são pessoas que se encontravam próximo ao local onde houve a ocorrência e presenciaram a ação. O pai e a esposa da vítima também foram ouvidos. A polícia ainda deve ouvir outros familiares nos próximos dias. Com essa oitiva, a polícia deverá ter mais uma versão do caso, a chamada versão conflitante.

"A Polícia Científica fez contato com a Polícia Civil informando que precisa ter versões conflitantes para que a reconstituição seja feita, o que não seria possível só com a versão dos militares. A Polícia Científica entendeu que isso poderia ser prejudicial. É preciso ter teses conflitantes", explicou Sidney Tenório.

O delegado disse ainda que a arma que teria sido sacada por Marcelo foi recolhida e encaminhada para perícia. "Nós também já acionamos a Polícia Científica para que seja feita a perícia no veículo do empresário, que se encontra no pátio da Delegacia Regional, em Arapiraca".

Após a abordagem da PM, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra Marcelo por porte ilegal de arma de fogo, para que ele fosse preso assim que deixasse o hospital, mas a Justiça concedeu a liberdade provisória ao empresário, a pedido da Defensoria Pública e do Ministério Público.




 


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