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31/12/2022 às 15h35min - Atualizada em 31/12/2022 às 15h35min

Povo brasileiro guarda na memória o legado do Rei Pelé

Há 45 anos, futebol perdeu a magia de Pelé dentro de campo, mas o rei nunca perdeu a majestade, nem o carinho dos brasileiros.

Faz 45 anos que o futebol perdeu a magia de Pelé dentro de campo. Mas o rei nunca perdeu a majestade, nem o carinho dos brasileiros.

A molecada de pé descalço nem tem idade para saber, mas cada uma delas carrega um pouquinho de Pelé.

"Os nossos pais já falavam muito de Pelé porque foi ele mesmo que construiu o futebol brasileiro", conta o analista de sistemas, Hudson Silvestre.

As estrelas da nossa camisa têm o brilho de Pelé.


Não tenho palavras para falar do Pelé. Pelé foi o rei do futebol. Igual a ele vai demorar a gente ver", diz o motoboy Erones Batista Monteiro.

O santista lembra da primeira vez que viu o ídolo jogar, em 1962.

"Era Gilmar, Haroldo, Mauro Ramos, Calvé e Dalvo, Zito, Mengalvo, Durval, Coutinho, Pelé e Pepê", conta o aposentado Vicente Marrone.

Mas se a memória não trai, o fim faz a voz falhar.

"A gente fica emocionado. Neymar é bom de bola. Messi. Mas como Pelé não tem. Acho que vai ser difícil", diz o aposentado.

Dona Silvana diz que não é história. O mundo parava quando Pelé fazia a bola girar.

"Na Copa, no Santos, tudo, parava todo mundo, porque ele era um artista nos pés, parece que namorava com a bola. Vai ficar nos nossos corações sempre, é o Rei do Futebol", afirma a atendente Silvana Francesco.

E na família de outro mineiro, o nome do jogador não era apenas sinônimo de craque.

"Toda minha infância a família sempre falando 'precisa ser como Pelé, precisa chegar e fazer, fazer bem-feito'. Então essa é uma referência que a gente traz da nossa criação", relembra o músico Ronaldo da Conceição Nascimento.

É também no campo das lembranças que vive o gol considerado pelo próprio Pelé o mais bonito de sua carreira. Foi em 1959, tempo em que os registros em vídeo eram raros, mas na Rua Javari no bairro da Mooca, em São Paulo, endereço do clube Juventus, a memória reconstrói esse e outros grandes momentos do Rei do Futebol.

O gol que não foi gravado é um patrimônio do Juventus, imortalizado em uma homenagem a Pelé. O atual supervisor de futebol do clube tinha só três anos, mas o que não faltou foi gente para falar dos feitos de Pelé na Javari.

"Você pergunta para um, todo mundo assistiu ao jogo naquela época, é impressionante, devia ter 200 milhões de pessoas aqui dentro, não é possível. Só que não tinha os muros naquela época, o campo era aberto. Então, o cara parava pra ver o jogo. O Santos ia jogar, o Pelé, então parou o bairro para assistir", lembra Jorge Luiz Silvestre.


É desse jeito que cada brasileiro leva Pelé vivo na própria história e toda vez que um moleque de vila colocar a bola no chão, no mais puro espírito do futebol brasileiro, ainda haverá Pelé.

 


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